Sequência

Tudo surge num compasso marcado, sistemático, vibrante, tu vais e vens, o movimento e a pausa, o teu corpo, a tua falta. Como os bandos, o meu corpo voa em círculos dispersos numa cama onde não encontra o teu, todos os cigarros são de espera surda, todas as estradas percorridas com o mesmo filme mudo. Partes e sem tom fica a casa, mas encontro o teu som em sonhos que vais povoando constantemente, assim as noites, as horas podem existir sem me pesarem. Os dias, esses tenho-os incompletos na escala do nosso ritmo, não estás e quebra-se assim toda a sequência.

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