Ausência
A tarde cai em tons de azul disforme, pelo calor que sobressai por entre tudo que a ele está exposto. À minha volta um grupo de cadeiras, amenamente priva, no que entre si há de comum, a usa condição de suportar o variável peso dos corpos.
Um pouco mais à frente, um alguém desfolha o seu aglomerado cinzento de retratos do mundo que o alberga, eu manobro a chávena do café eficazmente até à minha boca, bebo.
Observo, transponho não simplesmente o que vejo, mas o que absorvo, o que sinto para uma folha, tamanho A3 papel xpto, caneta fina, traço a traço… tudo na tua ausência

