Branco

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Com a janela do carro aberta, o ar entra quente e acaricia-me os cabelos, tu calmamente concentrado no lugar de piloto de uma viagem que sabes de olhos fechados, levas-me para a sua horizontalidade de perder de vista, onde o céu parece maior e a vida ganha outro ritmo. Pela mesma janela, vejo as suas cores torradas, os castanhos, os amarelos, os tímidos verdes, em pleno Agosto e o seu branco. Branco nas árvores, branco das igrejas, das casas e do chão, branco que ilumina e que ofusca. Há o cândido lençol na janela, a brancura da gente e o teu claro sorriso. O branco que aqui todo ele é luz, que protege e que torna único, todo este Alentejo. Porque há pormenores, este não podia passar claramente em branco.

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